domingo, 28 de agosto de 2016

Cientistas revelam que Júpiter e Saturno estão repletos de diamantes

Os pesquisadores calcularam que diamantes podem ser encontrados nas partes mais interiores dos dois planetas

Um trabalho recente de cientistas planetários indicou que as partes mais profundas de Júpiter e de Saturno podem conter pedaços de diamantes flutuando em hidrogênio e hélio líquido.

Os cientistas Mona L. Delitsky e Kevin H. Baines, da Universidade de Wisconsin, compilaram dados recentes sobre o diagrama de fases de carbono e os combinou com adiabats (diagramas de pressão e temperatura) dos dois planetas, e os resultados revelaram que diamantes realmente podem ser encontrados em estado estável nas profundezas de Saturno e de Júpiter. Além disso, em certas altitudes, as pressões e temperaturas são tão grandes a ponto de derreter o diamante, o que possibilita chuvas de diamante líquido.

O diamante mantém a sua estrutura até cerca de 36.000 quilômetros de profundidade. Uma vez que se chega a este ponto, a temperatura é mais quente do que a superfície do Sol, e o diamante é destruído. "Naquele momento, o diamante se transforma em uma espécie de líquido", disse Baines.

Baines estima que a maioria das peças de diamante são menores do que um milímetro de diâmetro, com cerca de 1% atingindo um centímetro e outros poucos chegando até 10 centímetros. No geral, estimativas mostram que relâmpagos em Saturno produzem cerca de 1.000 toneladas de diamante a cada ano. Não poderia haver outras fontes de carbono, Baines observa, e seus cálculos não levam em conta estas fontes. O mesmo processo ocorre em Júpiter, mas as condições não são tão favoráveis para a produção de diamantes como em Saturno.

Apesar de ser conhecido há 30 anos que diamantes podem existir nos núcleos de Urano e Netuno, acreditava-se que Júpiter e Saturno não tinham condições adequadas para que eles existissem em estado sólido, por conta de suas altas temperaturas por exemplo. Já os núcleos de Urano e Netuno são muito frios para derreter o diamante. Os novos dados disponíveis confirmam que os diamantes podem flutuar em Saturno, e alguns podem até crescer ao ponto de serem chamados de "diamondbergs" (icebergs de diamantes).

Vênus pode ter suportado vida, diz novo estudo

 No passado, Vênus pode ter sido um lugar bem diferente daquilo que conhecemos...
Com temperaturas de superfície de 460°C e uma atmosfera 90 vezes mais espessa que a da Terra, Vênus é um lugar infernal, quente o suficiente para derreter chumbo. Mas no início de sua história, por incrível que pareça, Vênus pode ter tido um oceano de água líquida e temperaturas adequadas para a vida, como mostra um novo estudo.

Supondo que a Terra e Vênus tenham começado com os mesmos ingredientes, os modelos climáticos da NASA sugerem que Vênus teria sido capaz de manter a sua água por cerca de 2 bilhões anos, mesmo estando muito mais próximo do Sol do que a Terra.

Mesmo com 46 a 70% mais radiação solar, se o período de rotação de Vênus fosse diferente, ele poderia ter tido temperaturas mais moderadas, disse o cientista climático Michael Way, do Instituto NASA Goddard de Estudos Espaciais, em Nova York, em seu artigo publicado na revista Geophysical Research Letters.
No período atual, Vênus é planeta com o período de rotação mais lento de todo o Sistema Solar, com um dia que dura 243 dias terrestres. E mesmo com essa taxa, o clima de Vênus poderia ter permanecido favorável à vida até pelo menos 715 milhões de anos atrás. Ainda não se sabe se Vênus poderia ter mantido seu clima quente o suficiente para a vida evoluir.

Além disso, o estudo mostra sinais interessantes sobre as chances da vida ter existido em Vênus. Os resultados sugerem que planetas rochosos e quentes que retêm água após a formação e que giram lentamente, podem ser habitáveis, mesmo orbitando muito próximo de suas estrelas-mãe. Eles seriam até mais habitáveis do que planetas localizados em regiões "mais favoráveis", como a Terra por exemplo.

Os cientistas também observaram que um planeta com uma pequena quantidade de água líquida em sua superfície é mais propício para a habitabilidade em uma ampla gama de cenários de aquecimento estelares, do que um planeta que é completamente ou na maior parte, coberto por água.

"A borda interna da zona habitável de uma estrela, deve, portanto, ser considerada uma região de transição, onde a probabilidade de vida diminui gradualmente, ao invés de ser visto como um limite estrito de separação completa", disse Michael. Considerando isso, talvez Vênus tenha sido mais habitável do que o nosso próprio planeta Terra, ao menos no início do Sistema Solar.

Niku: objeto descoberto além da órbita de Netuno está viajando na 'direção errada'




De uma coisa podemos ter certeza: enquanto houver telescópios observando o céu noturno, sempre estaremos encontrando algo novo
Um novo objeto foi descoberto recentemente no Sistema Solar, e ele está se comportando de maneira muito estranha...

O novo objeto trans-netuniano já tem até nome: Niku. E seu tamanho é relativamente pequeno, de apenas cerca de 200 km de diâmetro. Mas não é seu tamanho que está chamando a atenção da comunidade científica.

Praticamente todos os corpos do Sistema Solar se comportam da mesma maneira, e tudo é muito plano por aqui, com todos os planetas se movendo no mesmo sentido, mas esse não é o caso de Niku...

De acordo com a revista New Scientist, o novo objeto tem uma inclinação de 110 graus com relação ao restante do Sistema Solar, e se desloca no sentido oposto de todos os outros corpos que conhecemos, como um carro na contra-mão. Além disso, ele pode não estar sozinho. Evidências preliminares apontam que o estranho objeto viaja em grupo.
Niku (que significa "rebelde em chinês), foi encontrado utilizando o Pan-STARRS, no Havaí, um sistema de telescópios e câmeras criados para detectar objetos próximos da Terra. Embora Niku não seja o único objeto do Sistema Solar com uma órbita retrógrada, os cientistas ainda não entendem porque o objeto recém descoberto tem uma órbita tão estranha e incomum.

"Seria necessário um mecanismo desconhecido para explicar essa concentração de objetos", escreveu a equipe de pesquisadores do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, no estudo publicado no arXiv.

O estudo diz ainda que Niku, ao se observado da Terra, se mostra 160.000 menos brilhante do que Netuno, e foi visto por 22 vezes. Várias teorias estão surgindo para tentar explicar a estranha órbita de Niku e de seus possíveis companheiros, até mesmo algumas bastante incomuns, que vão desde "planetas escondidos" a "estrelas invisíveis", mas nenhuma delas é conclusiva. O que os cientistas sugerem, e que até o momento seria a teoria mais bem aceita, diz que tanto Niku quanto outros objetos com órbitas estranhas podem na verdade estar sendo influenciados pelo famoso "nono planeta", que apesar de nunca ter sido observado diretamente, parece mesmo existir.

"Isso sugere que há mais coisas acontecendo no Sistema Solar exterior do que aquilo que conhecemos", disse o astrofísico Matthew Holman, parte da equipe que descobriu Niku. E o mais interessante é que a cada objeto descoberto, a cada nova revelação, mais chegamos perto de entender o que de fato está acontecendo na periferia do Sistema Solar.

O nosso Sol pode ter engolido uma Super-Terra


Novas evidências apontam que existia um planeta gigante bem próximo do nosso, mas teve um fim catastrófico..
Nosso Sistema Solar parece um lugar muito calmo. Os planetas giram ao redor do Sol em órbitas previsíveis, e conseguimos facilmente calcular a posição que um planeta estará nos próximos milhares de anos. Mas devemos nos lembrar que, apesar de parecer um conhecimento antigo e bem compreendido, se levarmos em consideração a idade do Universo, ou das galáxias e suas estrelas, estamos observando o Sistema Solar por um piscar de olhos...

A nossa vizinhança era um local muito diferente no passado. As órbitas dos planetas não eram tão estáveis, e objetos colidiam com uma frequência muito maior do que estamos acostumados, como é o caso do impacto de Theia, que originou a Lua.

Recentemente, um estudo liderado por Rebecca G. Martin e Mario Livio, da Universidade de Nevada, nos EUA, diz que o Sistema Solar possuía um outro planeta que acabou colidindo com o nosso próprio Sol. A existência desse planeta não é aceita por toda a comunidade científica, mas ele poderia ser uma "Super-Terra", e teria se formado bem próximo do Sol.

No início do Sistema Solar, o Sol se formou no centro de um disco de gás e poeira, e posteriormente, quando adquiriu massa suficiente, ganhou vida com o início da fusão atômica. Ao redor do Sol, o disco de acreção veio a formar os planetas.
 Novas evidências apontam que existia um planeta gigante bem próximo do nosso, mas teve um fim catastrófico..

Nosso Sistema Solar parece um lugar muito calmo. Os planetas giram ao redor do Sol em órbitas previsíveis, e conseguimos facilmente calcular a posição que um planeta estará nos próximos milhares de anos. Mas devemos nos lembrar que, apesar de parecer um conhecimento antigo e bem compreendido, se levarmos em consideração a idade do Universo, ou das galáxias e suas estrelas, estamos observando o Sistema Solar por um piscar de olhos...

A nossa vizinhança era um local muito diferente no passado. As órbitas dos planetas não eram tão estáveis, e objetos colidiam com uma frequência muito maior do que estamos acostumados, como é o caso do impacto de Theia, que originou a Lua.

Recentemente, um estudo liderado por Rebecca G. Martin e Mario Livio, da Universidade de Nevada, nos EUA, diz que o Sistema Solar possuía um outro planeta que acabou colidindo com o nosso próprio Sol. A existência desse planeta não é aceita por toda a comunidade científica, mas ele poderia ser uma "Super-Terra", e teria se formado bem próximo do Sol.

No início do Sistema Solar, o Sol se formou no centro de um disco de gás e poeira, e posteriormente, quando adquiriu massa suficiente, ganhou vida com o início da fusão atômica. Ao redor do Sol, o disco de acreção veio a formar os planetas.

A história do Sistema Solar parece já estar bem explicada, mas alguns cientistas acreditam que falta uma peça nesse quebra-cabeças: um planeta que deveria existir no espaço entre Mercúrio e o Sol. A missão Kepler também nos fornece pistas intrigantes, já que na maioria das estrelas observadas pela missão, existem planetas nesses espaços vazios.

Uma fator importante é que nem sempre os planetas se formam em situ, ou seja, na região em que se encontram atualmente. Em muitos casos, planetas podem migrar para mais perto ou mais distante do Sol, dependo das interações gravitacionais que ocorrem.
Segundo o estudo, nosso Sistema Solar possuía um planeta muito grande (uma Super-Terra) que teria se formado entre nossa estrela e o planeta Mercúrio, mas acabou migrando e colidindo com o Sol. Uma das evidências que ajudam a comprovar esse fato é que, entre o Sol e o planeta Mercúrio não há pequenos objetos ou asteroides, o que sugere que havia um grande objeto ali ,que teria limpado toda sua órbita.

Outra explicação para a colisão da "Super-Terra" com o Sol sugere que Júpiter teria migrado para uma região mais próxima do Sol, e ficou em uma órbita de ressonância com Saturno. Algum tempo depois, os dois gigantes de gás teriam migrado para uma região mais distante, causando uma interação gravitacional que empurrou aos poucos a "Super-Terra" em direção ao Sol.

Assim como dizem os autores do estudo, "a falta de uma 'Super-Terra' em nosso Sistema Solar é conflitante, considerando que a maioria dos sistemas extrassolares observados possuem uma Super-Terra próxima de suas estrelas. Por outro lado, o fato de não haver nada entre Mercúrio e o Sol pode ser uma dica do que aconteceu no passado".

Existem diversas variáveis que ainda devem ser adicionadas à esse cenário, e novas informações ainda podem surgir para contraditar ou acrescentar evidências à esse estudo intrigante. Mas a possibilidade de uma 'Super-Terra' ter existido em nosso Sistema Solar é algo que, até pouco tempo atrás, não se cogitava, ao menos, com evidências tão consideráveis.

Stephen Hawking anuncia projeto para explorar Alpha Centauri em tempo recorde

De acordo com o projeto, podemos conhecer 'de perto' os primeiros exoplanetas ainda nessa geração

Mesmo se vencermos o aquecimento global, e sobrevivermos tempo suficiente para enfrentar a próxima era do gelo, a Terra vai morrer. Mesmo se construirmos uma civilização pacífica, proteger o planeta dos asteroides e cometas, e combater pragas mutantes, ainda assim, a Terra irá morrer. Claro, se conseguíssemos realizar essas façanhas, viveríamos em um ambiente muito mais agradável, e a Terra seria tratada com mais respeito... mas mesmo assim, ela vai morrer um dia, e se tornará inabitável.

Alcançar as estrelas é algo necessário se quisermos perpetuar o nosso DNA. Há quem não concorde que o ser-humano seja merecedor de tamanha conquista, porém, sem dúvida alguma, dentro de alguns milhões de anos, a Terra será completamente diferente do que conhecemos. Para sobreviver, a raça humana precisa deixar a Terra. E é justamente isso que alguns cientistas estão almejando.

O projeto de 100 milhões de dólares, chamado Breakthrough Starshot, lançado pelo bilionário Yuri Milner, e apoiado por Mark Zuckerberg, tem a intenção de enviar uma pequena nave espacial para o nosso vizinho estelar mais próximo, o sistema Alpha Centauri. Com um grupo de peritos reunidos para avaliar a viabilidade, e com o apoio do eminente cosmólogo Stephen Hawking, essa ideia está ganhando força.
Apesar de ser o sistema planetário mais próximo da Terra, a distância até Alpha Centauri é gigantesca: 4,3 anos-luz, ou 1,34 parsecs. Isso significa que viajando na velocidade da luz, levariam 4,3 anos para chegarmos até lá. Como não é possível, pelo menos até onde se sabe, viajar na velocidade da luz, os cientistas pretendem usar lasers para impulsionar a nave espacial, o que faria a viagem durar cerca de 20 anos, e não 30.000 anos (que é o tempo de viagem de acordo com a tecnologia atual).

Ainda há muitos obstáculos lógicos, e o sistema de propulsão a laser ainda é apenas uma ideia recém-nascida, mas teoricamente ela funcionaria perfeitamente, e seria capaz de impulsionar veículos espaciais a velocidades relativistas.

A pequena nave terá velas solares robustas como parte do sistema de propulsão, e todo e qualquer instrumento (como câmeras ou equipamentos de comunicações, por exemplo) precisam ser miniaturizados, a fim de tornar a nave o mais leve possível. Ela funcionará basicamente como um barco a vela, mas o que a impulsionará será o vento solar e seus canhões de laser.

Embora a nave espacial seja muito pequena, do tamanho de um microship, levá-la até o sistema Alpha Centauri é um passo grandioso e pioneiro. Além disso, a nova tecnologia deve melhorar grandiosamente a exploração do nosso próprio Sistema Solar, e abusca por vida. Considerando que a pequena nano-nave espacial alcançará cerca de 20%a velocidade da luz (1.000 vezes mais rápido do que a nave espacial mais veloz), chegaríamos em Plutão em apenas 3 dias. O Sistema Solar ficará pequeno. Teremos um belo jardim para explorar livremente!

Acredita-se que existam planetas potencialmente habitáveis no sistema Alpha Centauri, e se tudo der certo, quem sabe possamos descobrir isso em breve, ainda nessa geração?!!

Apesar de ser o sistema planetário mais próximo da Terra, a distância até Alpha Centauri é gigantesca: 4,3 anos-luz, ou 1,34 parsecs. Isso significa que viajando na velocidade da luz, levariam 4,3 anos para chegarmos até lá. Como não é possível, pelo menos até onde se sabe, viajar na velocidade da luz, os cientistas pretendem usar lasers para impulsionar a nave espacial, o que faria a viagem durar cerca de 20 anos, e não 30.000 anos (que é o tempo de viagem de acordo com a tecnologia atual).

Ainda há muitos obstáculos lógicos, e o sistema de propulsão a laser ainda é apenas uma ideia recém-nascida, mas teoricamente ela funcionaria perfeitamente, e seria capaz de impulsionar veículos espaciais a velocidades relativistas.

A pequena nave terá velas solares robustas como parte do sistema de propulsão, e todo e qualquer instrumento (como câmeras ou equipamentos de comunicações, por exemplo) precisam ser miniaturizados, a fim de tornar a nave o mais leve possível. Ela funcionará basicamente como um barco a vela, mas o que a impulsionará será o vento solar e seus canhões de laser.

Embora a nave espacial seja muito pequena, do tamanho de um microship, levá-la até o sistema Alpha Centauri é um passo grandioso e pioneiro. Além disso, a nova tecnologia deve melhorar grandiosamente a exploração do nosso próprio Sistema Solar, e abusca por vida. Considerando que a pequena nano-nave espacial alcançará cerca de 20%a velocidade da luz (1.000 vezes mais rápido do que a nave espacial mais veloz), chegaríamos em Plutão em apenas 3 dias. O Sistema Solar ficará pequeno. Teremos um belo jardim para explorar livremente!

Acredita-se que existam planetas potencialmente habitáveis no sistema Alpha Centauri, e se tudo der certo, quem sabe possamos descobrir isso em breve, ainda nessa geração?!!


Proxima b se parece mesmo com a Terra? Pode haver vida por lá?

 Apesar de estar na zona habitável, as coisas podem não ser tão fáceis para Proxima b...

Recentemente foi anunciada a descoberta de Proxima b, um planeta parecido com a Terra, orbitando a estrela mais próxima de nós, chamada Proxima Centauri. Todos os amantes da Astronomia ficaram entusiasmados com o comunicado oficial... mas Proxima b se parece mesmo com a Terra? Quais as chances reais desse planeta abrigar vida?

Os dados do HARPS e do UVES indicam que Proxima b seja 1.3 vezes mais massivo do que a Terra, o que sugere que ele seja rochoso. Ele está a 7.5 milhões de km de sua estrela hospedeira, e completa uma órbita a cada 11.2 dias terrestres. Como resultado, é possível que esse exoplaneta tenha rotação sincronizada, ou seja, está sempre com o mesmo lado virado para a estrela, assim como a Lua está sempre com a mesma face voltada para a Terra.
Mas se Proxima b está tão próximo de sua estrela mãe, porque dizem estar na zona habitável? Bem, isso acontece porque a estrela Proxima Centauri é uma anã vermelha, muito mais fria do que nosso Sol, portanto a zona habitável de Proxima Centauri é diferente, o que a coloca bem mais próxima de sua estrela.

Até o momento, os astrônomos ainda não conhecem muitos detalhes sobre o planeta Proxima b, e não está claro se ele seria um bom local para a vida prosperar. Na verdade, existem alguns empecilhos com relação a isso.

Proxima Centauri gera poderosas explosões, portanto o planeta Proxima b deve absorver altas doses de radiação,bem maiores do que a Terra. Também não sabemos se Proxima b possui um campo magnético, o que poderia protegê-lo de toda essa radiação. Outro problema é que, no passado remoto, a radiação emitida pela estrela pode ter ejetado toda a possível atmosfera do exoplaneta, e portanto, acabado com a água líquida em sua superfície.
Mas mesmo com tamanhas adversidades com relação a habitabilidade de Proxima b, os cientistas ainda acreditam que há uma chance de algum tipo de vida prosperar por lá. "Nada disso pode excluir a possibilidade de Proxima b ter uma atmosfera, ou água líquida na superfície", disse Ansgar Reiners, professor do Instituto de Astrofísica da Universidade de Göttingen, na Alemanha.
Outro fato é que, acreditava-se que planetas com rotação sincronizada (que orbitam a estrela sempre com o mesmo lado virado pra ela) eram incapazes de ser habitáveis, já que um lado seria insuportavelmente quente enquanto o outro seria congelante. Porém estudos recentes sugerem que esses mundos poderiam ser habitáveis, conforme o vento de sua atmosfera distribui o calor e torna as temperaturas mais amenas.

E se Proxima b for de fato, potencialmente habitável, as formas de vida teriam muito tempo para se adequarem ao clima e evoluírem. Anãs Vermelhas tem uma vida bem mais longa do que estrela iguais ao nosso Sol, e duram por trilhões de anos. Para se ter uma noção, o nosso Sol tem duração estimada de apenas 10 bilhões de anos.

O nosso Sol tem 4,6 bilhões de anos. Proxima Centauri é ligeiramente mais velha, com cerca de 4,9 bilhões de anos, disseram os pesquisadores.

"Proxima Centauri existirá por centenas de milhares de anos, diferente do nosso Sol", disse Artie Hatzes, astrônomo do Observatório de Thuringian State, na Alemanha. "Qualquer tipo de vida nesse planeta poderia continuar evoluindo por muito tempo após o fim do nosso Sol."


Pode haver vida em Proxima b?

Proxima b não "transita", ou passa na frente de sua estrela mãe no nosso ponto de vista, disse o principal autor do estudo, Guillem Anglada-Escude, físico e astrônomo da Universidade Queen Mary, de Londres. Essa característica dificulta qualquer estudo futuro.

Em 2018, o Telescópio Espacial James Webb, que já custou 8.8 bilhões de dólares, dará início a suas operações, mas suas observações se concentrarão no método de trânsito, o que a princípio não favorece observações de Proxima b. Mas ainda temos uma carta na manga...
Proxima b está perto da Terra o suficiente para que os cientistas sejam capazes de fotografá-lo diretamente. Outro ponto importante é que provavelmente será possível observar o planeta utilizando um telescópio com abertura de 3.5 metros, através de uma tecnologia avançada, como a starlight-blocking coronagraph, que como o próprio nome diz, tem o poder de bloquear a luz da estrela hospedeira e assim, possibilitar a observação direta do exoplaneta. Para termos uma ideia de tamanho, o tão aguardado James Webb tem uma abertura de apenas 2.4 metros.

"Ainda estamos longe por enquanto, mas a tecnologia nos permitirá observá-lo", disse Guillem. "Então poderemos ver o planeta e entender sua atmosfera, o que nos dará a oportunidade de compreendê-lo melhor."

Encontrado planeta parecido com a Terra orbitando a estrela mais próxima do Sol

 Orbitando a estrela Proxima Centauri, um planeta muito parecido com a Terra foi anunciado pelos cientistas!
Sim! A estrela mais próxima do nosso Sol hospeda um planeta que pode ser muito, muito parecido com a Terra! Essa foi a revelação do ESO durante sua conferência feita no último dia 24 de agosto.

im! A estrela mais próxima do nosso Sol hospeda um planeta que pode ser muito, muito parecido com a Terra! Essa foi a revelação do ESO durante sua conferência feita no último dia 24 de agosto.

Uma fonte anônima, que se dizia ligada ao Observatório Europeu do Sul (ESO), alegou que os cientistas haviam descoberto um planeta orbitando a estrela Proxima Centauri, localizada a 4.2 anos-luz da Terra. Quando essa notícia se espalhou, o porta-voz do ESO, Richard Hook, preferiu ficar calado e não comentar sobre o assunto, mas todos já estavam quase certos de que a informação era verdadeira. Só faltava a confirmação oficial. E ela finalmente veio à tona...
Comunicado oficial - descoberto planeta orbitando Proxima Centauri

Segundo o comunicado, feito durante uma conferência de imprensa, astrônomos ligados ao ESO detectaram um planeta do tamanho aproximado da Terra, orbitando a estrela Proxima Centauri, que está a apenas 4.2 anos-luz de distância. O que torna a revelação ainda mais emocionante é o fato do planeta, chamado Proxima b, estar localizado na zona habitável da estrela, ou seja, na distância que favorece a água a permanecer no estado líquido em sua superfície. Um ingrediente primordial para a vida como conhecemos.

"Esperamos que essas descobertas inspirem as gerações futuras a continuar olhando além das estrelas", disse o principal autor do estudo, Guillem Anglada-Escude, físico e astrônomo da Universidade Queen Mary, de Londres. "A busca por vida em Proxima b é o que vem a seguir."
Os astrônomos já procuravam há muitos anos indícios de um planeta ao redor da estrela Proxima Centauri, usando instrumentos como o Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph (UVES) e o High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher (HARPS), ambos instalados em telescópios operados pelo ESO no Chile.

Indícios da existência de um planeta em Proxima Centauri foram detectados em 2013, mas os sinais não eram conclusivos. Em seguida, Guillem e outros pesquisadores lançaram uma campanha de buscas chamada Pale Red Dot (que significa Pálido Ponto Vermelho, uma menção a descrição da Terra feita por Carl Sagan).

A equipe Pale Red Dot focou no instrumento HARPS para observar a estrela Proxima Centauri durante todas as noites, desde o dia 19 de janeiro de 2016 até 31 de março de 2016. Após combinar os dados observacionais com resultados antigos, de 2000, 2005, 2008 e 2013, perceberam que existia sim uma planeta orbitando a estrela Proxima Centauri.

Após a detecção de Proxima b, outros telescópios também observaram o brilho da estrela Proxima Centauri, a fim de confirmar se a mudança sutil de se seu brilho não era causada por variações de atividade.

"A conclusão foi que encontramos um planeta ao redor de Proxima Centauri", disse Guillem na conferência de imprensa.